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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

UM CIRCO CHAMADO PAULO AFONSO


Por: Cecílio Almeida Matos*


A 465 quilômetros de Salvador, no meio do nada, em pleno sertão agreste,existe um município, cujas belezas paisagísticas, fazem fronteira com Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Trata-se de uma cidade muito rica, onde  o povo em sua grande maioria vive praticamente de favores. Favor de um, favor de outro, tantos outros pedindo;outros tantos desempregados;mas mesmo assim tem festa na cidade constantemente. A cidade é um oásis no meio do nada, pra qualquer lado que se olhe, vê-se o sertão duro e agreste do povo pisado e enganado. O povo que recebe migalhas com a mão direita e é roubado com a mão esquerda maior ainda.
O povo palhaço, arvora-se em dizer-se que ama sua terra e que é Paulo Afonsino, esquecem-se que Paulo Afonso foi uma cidade fabricada por uma hidroelétrica e que o indivíduo realmente nascido por estas bandas, tem no máximo o mesmo tempo de existência que tem a construção da cidade erguida no meio de pedras, ou seja no máximo 53 anos (salvo engano)mais do que isso nem pensar.
Por  conta disso,boa parte dos seus habitantes são jovens, são os filhos e os netos dos aposentados da hidroelétrica construída.Contudo, parece que o povo alienado por completo, vive em outro mundo, alheio á sua própria realidade, não se dá conta que é cotidianamente enganado ou tangido como vaca profana, de um lado para o outro.
Engraçado é que boa parte tem que afirmar que está ligado a um “simpático” político qualquer...do tipo: eu sou do 15, viva o 25, o melhor é o 40.
E assim, rindo embaixo da lona vão levando fumo na lona de todos os numerais que por aqui chegam,cada número abocanha o seu quinhão, fazendo construir impérios da noite pro dia ou de uma eleição para outra.
Jovens universitários existem aos montes, mas você ainda encontra desses jovens que ainda falam e escrevem “empeleiteira”, ou radia ou que trabalham “fichados”. Não...não..e não! Não se trata, mas de cultura não, é falta de compromisso mesmo, falta de interesse em apropriar-se de responsabilidades e de processos culturais; acostumaram-se tanto ao comodismo das facilidades da época da hidroelétrica que não buscam refletir. Claro o circo tem suas exceções, temos jovens exemplos que estão a fazer doutorado em Recife, ou na Academia da Força Aérea em São Paulo. Isso não é maioria, isso é a ocasião, a oportunidade e a competência que registram essas exceções.
O fato é que em sua maioria o povo é feito realmente de palhaço e como já na Roma antiga o povo vivia de pão e circo, por aqui se vive de bolsa cidadania e festas.

Feliz natal a todos os Pauloafonsinos pobres, porém ricos de espírito! E que o Ano novo cristão, de 2012 seja para todos um Ano novo  de recomeço, de reconstrução, celebração do que é novo.
SHALOM!

Cecílio Almeida Matos* - É apenas cidadão brasileiro.

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