.

.

Total de visualizações de página

Você é a favor da pena de morte?
Sim
Não

Pessoas Online

Arquivos

Meus Vídeos

Loading...

Seguidores

TV NBR AO VIVO

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PAULO AFONSO E BROGODÓ; UM CENÁRIO NACIONAL PARA UMA REALIDADE LOCAL!










PAULO AFONSO E BROGODÓ; UM CENÁRIO NACIONAL PARA UMA REALIDADE LOCAL! ”

POR: Cecílio Almeida Matos*

Às 06 da tarde, o sertão inteiro pára, sentam-se quase todos para deslumbrar-se com as paisagens do agreste sertanejo.

Assistindo a novela (que na verdade muito pouco assisto) me deparei que a ficção reportou um cenário local, cujo contexto histórico pode-se afirmar que remonta à época do cangaço.

Porém, debruçando-me um pouco mais, me dei conta da realidade cultural da cidade de Paulo Afonso, de como se tem grana pra gastar e de como se administra a urbe.

Os problemas enfrentados pela Paulo Afonso atual, com graves crises na saúde, falsas promessas de messias salvadores da pátria e um povo por vezes puro, por vezes ingênuo e por vezes mentecaptos mesmo, me faz acreditar que os velhos “coronéis” jamais vão querer a evolução de um povo arraigado á cultura tradicionalista do sertão.

Ainda existe, por exemplo, quem acredite que o famigerado “sargento Martins” seria herói e não matador, numa linha de raciocínio que seguia a noção de justiça aplicada por lampião (letras minúsculas mesmo).

Sejamos agora pragmáticos: Os casos graves de acidentes por motonetas na cidade; precisou-se mais uma vez do judiciário, com solicitação de um comandante da Polícia Militar, Bacharel em direito, para conter e regulamentar o uso desses motociclos que ceifaram muitas vidas na cidade.

Vendo a novela, é possível identificar cada personagem no mundo real e como se comportam em seus perfis psicológicos; o povo , esse nem se fala, será sempre moldado daquela forma que o contexto “novelistico” apresenta.

Percebam que os acadêmicos de direito desta cidade são inertes, acomodados, conformados (salvas exceções). Fui líder estudantil do DCE da UFBa em 1983 (secretário de humanas) do DCE ,na gestão TRAVESSIA, do antigo partidão PCB (PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL) ,época que verdadeiramente guerreávamos, e vendo os personagens, o cenário e o comodismo da academia de direito e do povo (por vezes mentecapto),vejo como a fantasia transporta-se de um cenário local para o cenário nacional com a permissividade de todos que assistem o conteúdo narrativo da novela.

Esta sociedade, precisa se mobilizar, mas não é para ir as festas ou babinhas de finais de semana não. Precisam se reunir para cobrar, para fazer passeatas, para ingressar com requerimentos no Ministério Público e etc.

Se Paulo Afonso na Bahia não é Brogodó, porque acreditar que Brogodó no Brasil seria Paulo Afonso?

Chega de velhos coronéis, de cultura “cangacista”, onde afirma-se que fulano precisa de uma ‘pisa” ou beltrano não é cabra de “peia”. O sistema deve existir par funcionar em favor do povo e pela democracia. Em nome da democracia existem abaixo-assinados para destituir funções e atribuições de quem não atentam aos interesses do bem comum, da coisa pública.

Certa feita, em Itabuna (mais avançada e esclarecida que Paulo Afonso) um Juiz foi removido depois de vários abaixo assinados reclamando que o mesmo corria na avenida nos finais de tarde usando uma minúscula tanguinha, que para os costumes locais era um verdadeiro afronto, em se tratando de um Magistrado.

Como se vê, o problema não esta na tanguinha minúscula do magistrado, mais na força democráticos do povo, que com pujança insistiu nos abaixo assinados e nas reclamações até obter a remoção do dito Juiz.

Convém e já é tempo, que principalmente os Estudantes de Direito de Paulo Afonso comecem a se manifestarem, a servir de fonte monumental de mudanças e mentalidades.

Paulo Afonso, não pode continuar sendo uma “BROGODÓ” do sertão, tanto quanto tantas outras cidades ao entorno da região.

* Cecílio Almeida Matos é técnico judiciário, mestrando em mediação e arbitragem pela Unv. de Bolonha , formado em gestão de RH (UNICID), graduado em direito, especialista em defesa civil pela Universidade de Santa Catarina

0 comentários