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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O que a PF pode achar nas “festas do interior”

O que a PF pode achar nas “festas do interior” financiadas pelo Ministério do Turismo?


Quem acompanha, como eu, as edições do Diário Oficial do Estado espera que haja desdobramento em Alagoas das prisões feitas no Ministério do Turismo.
Amparadas na inexigibilidade de licitação para a contratação de bandas (podres) e/ou de empresas que montem as “festas do interior”, as prefeituras gastam, sem pena, o dinheiro de emendas parlamentares ao orçamento do mesmo Ministério do Turismo. Os valores são impressionantemente altos, tudo financiado pela “viúva”.
A farra é grande, e a turma ri porque rico ri à toa.
Tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público Federal, numa varredura, pode se deparar facilmente com empresas festeiras de propriedade de parlamentares, ex-prefeitos, gente do ramo da trambicagem, com vasta folha corrida. (Pode ser que a investigação até já esteja em curso. Tomara.)

Alguns sabem, com antecedência, que a grana do tal ministério vai ou está sendo liberada. A negociata é rápida e as duas partes se dão bem: uma mão suja a outra.
Basta pegar a relação das prefeituras que receberam as emendas para as “festas do interior” nos últimos dois anos; verificar que empresas foram contratadas – sem licitação – checar quem são os donos (se laranjas, inclusive); e meio caminho está andado.
É importante até mesmo para separar o joio do trigo.
Só no ano passado, em todo o Brasil, o Ministério do Turismo liberou quase R$ 1 bi de emendas parlamentares. É uma ocasião para fazer muito ladrão.
Inclusive, aqui.

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