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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Transparência

Piora classificação do Brasil no ranking global da corrupção

De 0 a 10, país tem nota 3,8 na escala da corrupção, cai quatro posições e ocupa o 73º lugar na lista com 183 nações elaborada pela Transparência Internacional

Nuvens carregadas sobre o prédio do Congresso Nacional, em Brasília
Nuvens carregadas sobre o prédio do Congresso Nacional, em Brasília (Dida Sampaio/AE)
O Brasil faz feio no ranking mundial da corrupção elaborado pela ONG Transparência Internacional. De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, o país caiu quatro posições em relação ao ano passado – e ocupa agora a 73ª colocação em uma lista composta por 183 nações. O resultado envergonha, mas não surpreende, justamente em um ano em que o Brasil já assistiu à queda de cinco ministros por envolvimento em esquemas corruptos– e está prestas a assistir à sexta, de Carlos Lupi (Trabalho).
A Transparência Internacional estabelece notas de zero a dez para os países. A pontuação mais próxima de zero indica que uma nação é vista como muito corrupta, enquanto as que se aproximam de dez são classificadas como menos corruptas.
Para distribuir as notas, a ONG realiza pesquisas com especialistas e executivos dos 183 países avaliados. Os entrevistados avaliam como percebem a presença da corrupção nas instituições públicas dos países onde vivem. Após estabelecer as notas, a ONG elabora o ranking comparativo. Ocupam as primeiras posições as nações em que a corrupção se faz menos presente.
Brasil - Em 2011, o Brasil obteve nota 3,8, um ponto inferior à verificada no relatório divulgado em 2010. A pontuação coloca o país atrás de nações como Gana (68º), Namíbia (57º), Arábia Saudita (57º) e Cuba (61º). O Chile voltou a ser o país latino-americano mais bem situado na classificação, ao obter 7,2 pontos dos 10 possíveis. O país ocupa a 22ª posição do ranking. Na sequência vêm Uruguai (25ª posição global, com nota 7,9) e Porto Rico (39º lugar, nota 5,6).
“O Chile marca a linha de referência e os demais países da América Latina lhe seguem pouco a pouco. Isso é um elogio para o Chile, mas também uma recomendação, para que se imponham barreiras mais altas”, afirmou à agência EFE o diretor para as Américas da TI, Alejandro Salas. Na opinião dele, a maioria dos países latino-americanos que registram poucos pontos na tabela sofre de “fraca institucionalidade”, e têm o governo como ator político principal – independentemente se de esquerda ou direita. Isso, segundo Salas, faz com que não haja balanço de poder.
Sales ainda  destacou as ações da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção, mas ressaltou: se o problema não for sanado na raíz, as demissões não serão suficientes. "É um ótimo exemplo, muito positivo, pois há um castigo administrativo. Mas é preciso ver a longo prazo se vai haver punição ou impunidade. Se a Justiça vai estar a altura das circunstâncias e se vão investigar, para que os culpados tenham o devido processo", afirmou. Segundo ele, no Brasil ainda coexistem vários mundos, com setores muito abertos que se inserem no sistema global e jogam pelas regras estabelecidas, e outros, em âmbitos regionais, baseados em práticas e estruturas do poder "centenárias", como a compra de votos, nepotismo e caciquismo.
Ranking - Como ocorre tradicionalmente, as nações mais bem situadas no Índice de Percepção da Corrupção 2011 são Nova Zelândia (9,5), Dinamarca (9,4), Finlândia (9,4), Suécia (9,3) e Cingapura (9,2). Na outra ponta da tabela aparecem Somália (1), Coreia do Norte (1), Mianmar (1,5) e Afeganistão (1,5).
A organização indica em seu relatório que os protestos no mundo todo, instigados pela corrupção e pela instabilidade política, mostram claramente que os cidadãos sentem que seus líderes e as instituições públicas não são suficientemente transparentes nem responsáveis. “Neste ano, vimos denúncias contra corrupção nas manifestações de ricos e pobres. Tanto na Europa da crise da dívida como no mundo árabe, os líderes devem atender às demandas de um governo melhor”, afirma em comunicado a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle.
(Com agências EFE e France-Presse)

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