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terça-feira, 22 de maio de 2012

ABEL BARBOSA E SILVA, UM POLÍTICO SÉRIO QUE PAULO AFONSO NUNCA MAIS PRODUZIRÁ


Antonio GaldinoAmpliar  Antonio Galdino  Abel Barbosa, autor do Projeto de Lei de emancipação política de Paulo Afonso
Quem é Abel Barbosa e Silva?
Ele nasceu em Pesqueira-PE, em 3 de junho de 1928 e chegou em Paulo Afonso em 4 de setembro de 1950 para o sepultamento do pai, João Barbosa da Silva, pedreiro, que trabalhava na construção das casas Tipo "O", da Chesf.
Atendendo aos pedidos da mãe, Quitéria Maria de Jesus que hoje dá nome ao Colégio Estadual no Bairro Tancredo Neves, uma iniciativa do então diretor deste colégio, Professor João César Mascarenhas, contra a vontade de Abel, ficou “mais uns tempos” por aqui. Foi ficando e está por aqui há 57 anos.
Mora em uma casa humilde, alugada, no Jardim Esperança, bairro periférico que já foi conhecido como Barreira do Inferno.
Envolveu-se com a política local e foi se destacando como liderança. Essa liderança já era exercida na condição de chefe escoteiro que era, daí ser conhecido como “Chefe Abel”.

Elegeu-se vereador em 1954 para a Câmara Municipal de Glória, de quem Paulo Afonso era Distrito e ali, ao lado de outros vereadores de Paulo Afonso, começou a trabalhar para a emancipação política desta cidade.
Depois de muitos acordos, sessões históricas e emotivas, finalmente o projeto de Lei de emancipação política de Paulo Afonso é aprovado e, tempos depois, em 28 de julho de 1958, sancionado pelo governador da Bahia, Antônio Balbino de Carvalho.

Foi Prefeito do município de Paulo Afonso por 7 anos e 9 meses, em duas oportunidades. Na primeira, de 14 de maio de 1974 a 16 de outubro de 1975, porque era Presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso e substituiu o Prefeito Edson Teixeira que deixava o cargo para se candidatar a Deputado Estadual.

O seu segundo momento como gestor municipal foi no período de 04 de agosto de 1979 a 31 de dezembro de 1985. Esse mandato foi exercido por ter sido nomeado pelo governo federal, por indicação do então governador Antônio Carlos Magalhães.

Há 9 anos, em julho de 1998, fiz uma entrevista com o então vereador Abel Barbosa, eleito pelo PTB com 600 fotos para o seu quinto e último mandato na Câmara de Vereadores de Paulo Afonso, ao qual se soma mais um mandato pela Câmara de Glória.

A entrevista está atualíssima mas voltamos a conversar com o ex-prefeito que manteve o que disse e falou sobre a importância de Antônio Carlos Magalhães, falecido no último dia 20 de julho, para este município que comemora, dia 28 de julho, 49 anos de vida.

O que pensa o pioneiro Abel Barbosa, hoje

Antônio Galdino - Vereador Abel, temos conhecimento que a sua chegada a Paulo Afonso, deu-se para motivos familiares, o falecimento do seu pai, aqui. Como nasceu o Abel político, responsável pela emancipação política de Paulo Afonso?

Abel Barbosa- Político atuante eu sempre fui e desde os 14 anos trabalhava em campanhas eleitorais de Apolônio Sales, Agamenon Magalhães e outros, no Estado de Pernambuco, nas cidades de Pesqueira, Canhotinho, Catende e Angelim, de onde vim para Paulo Afonso.

AG - O que o levou a participar, liderando movimentos para a emancipação política deste município?

Abel Barbosa- A discriminação revoltante entre a cidade da Chesf , dos ricos e a vila Poty, dos miseráveis, irmãos separados por uma cerca de arame farpado, que conseguiu ser piorada quando em seu lugar ergueram um grotesco muro de pedras, o muro da vergonha. O combate a essa discriminação, a derrubada do muro da vergonha foram bandeiras de campanha para vereador pelo Distrito de Paulo Afonso na Câmara de Glória, em 1954.

AG - Há uma história de Abel, nos anos 50, teria entrado no meio de uma casa em chamas e salvo uma criança, sendo aclamado como herói. Como foi isso?

Abel Barbosa- Um daqueles barracos humildes da Vila Poty estava pegando fogo e eu, por coincidência, estava perto e soube que uma criança havia ficado no meio das chamas. Com a experiência do escotismo, pedi que me jogassem um balde de água e assim encharcado, entrei no barraco e retirei a criança. Foi apenas um gesto humanitário.

AG – O sr. foi eleito vereador pelo Distrito de Paulo Afonso para a Câmara de Glória. Como se deu a luta para a emancipação, naquela casa legislativa?

Abel Barbosa- Havia uma natural divisão na Câmara de Glória. Um grupo, os paulafonsinos, querendo a emancipação e, naturalmente outro grupo, de Glória, contrária a ela. Mas havia vereadores daquela cidade como Manoel Moura, líder da situação, que acabou sendo um dos grandes amigos que eu fiz, e foi um baluarte na defesa, junto aos seus colegas de bancada, para que conseguíssemos o número de votos de que precisávamos para que a indicação fosse aprovada e pudesse ser enviada á Assembléia Legislativa da Bahia e ali, transformada em Lei, fosse encaminhada para sansão do governador do Estado.


AG - Passaram-se 49 anos, Abel. Como você analisa essa caminhada?


Abel Barbosa- - O progresso de Paulo Afonso foi muito rápido. No entanto, os políticos de Paulo Afonso, e eu me incluo nessa lista, cometemos ao longo dos anos o erro de não nos prepararmos para o futuro.


Todos, políticos, empresários,moradores, vivemos dependendo da Chesf e não nos prepararmos para andar com nossas próprias pernas. Eu, por exemplo, passei 26 anos de minha vida pública brigando com Adauto Pereira (outra retomada liderança política regional), cada um desejando o poder.


A Chesf promoveu condições de desenvolvimento, de crescimento de todo o Nordeste, de lugares como Camaçari, por exemplo, e nós, ao lado das usinas hidrelétricas, ficamos sempre na sombra da Chesf e não desenvolvemos grandes projetos industriais, agrícolas ou turíticos que nos dessem total independência e assegurasse o nosso futuro sem problemas.


A Chesf terminou a sua caminhada de grande tocadora de obras e hoje tem-se que correr muito para suprir a necessidade de oferta de emprego e renda no município.


AG- Abel Barbosa foi Prefeito de Paulo Afonso durante 7 anos e 9 meses em duas oportunidades, uma porque era presidente da Câmara e outra, nomeado pelo governador Antônio Carlos Magalhães. Como vereador, foram 24 anos de mandato, inclusive os 4 anos na Câmara de Glória. l. Como avalia essa trajetória política, hoje, aos 79 anos de idade?


Abel Barbosa- - Mesmo quando não fui eleito para a Câmara continuei participando da vida pública, como pequena liderança política. No primeiro mandado do Prefeito Paulo de Deus, o pequeno PTB de Paulo Afonso teve 5.600 votos de legenda e esses votos foram fundamentais para a sua eleição.


Tudo que fiz nesse mais de meio de vida pública, desde a minha chegada a Paulo Afonso foi feito com muito amor por esta terra e essa gente que me acolheu carinhosamente há tantos anos. Gostaria de ter podido fazer muito mais.


AG– Nos últimos anos o ex-prefeito Abel tem recusado os convites para homenagens e participação de solenidades. Alguma mágoa, Abel?


Abel Barbosa- - Mágoa, não. Mas, ás vezes eu não entendo porque os deputados, o prefeito, não têm espaço para as pequenas lideranças, há tão poucas oportunidades de diálogo, tão pouca valorização...


AG- E a Câmara de Vereadores, Abel? Ela está bem, tem atendido á expectativa dos eleitores?


Abel Barbosa- - Acho que a Câmara pode fazer muito mais. A Câmara poderia tentar convencer os que têm o poder sobre algumas posturas, algumas pequenas mudanças em projetos que são encaminhados e não faz isso. Tem-se a impressão, ás vezes, que vereadores recebem não orientação política, mas ordens para agir e isso precisa mudar. Por outro, tenho defendido que a Câmara precisa atuar em outras áreas como em projetos e ações que ajudem os meninos de rua, por exemplo.


AG- Por que, no seu entender, as galerias estão vazias nos dias de reunião da Câmara?


Abel Barbosa- - Esse pode ser um importante recado que a população está dando para os vereadores, que precisam refletir sobre isso.


AG– Abel Barbosa foi prefeito durante quase 8 anos, mais de cinco deles nomeado por indicação direta do então governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, falecido dia 20 de julho. Qual a participação de ACM em Paulo Afonso.


Abel Barbosa- – “A Bahia perde muito com a morte de Antônio Carlos. Paulo Afonso foi muito prestigiada por ele. Ele, mesmo sendo deputado estadual pela UDN votou a favor da emancipação política de Paulo Afonso, um projeto apresentado pelo PTB. Foi ele que construiu o BANEB em Paulo Afonso, hoje comprado pelo Bradesco.


Quando ACM foi presidente da Eletrobrás, e eu permanecida prefeito, autorizou a eletrificação dos povoados Salgadinho, Juá, Várzea, São José, Lagoa do Rancho, Malhada Grande, Rio do Sal dentre outros.


Também a ampliação da Agência do Banco do Brasil foi conseguida através dele. Enquanto em fui prefeito sempre contei com o apoio de Antônio Carlos para a realização de obras, no município, inclusive o calçamento de dezenas de grandes ruas e praticamente o anel viário da cidade, das ruas Padre João Evangelista ao Ciepa, hoje asfaltadas. Repito, toda a Bahia vai sentir muito a falta de Antônio Carlos Magalhães.


Ao acompanhar pela televisão a sua morte, chorei muito, como se tivesse perdido alguém muito próximo da família”


MEUS COMENTÁRIOS:

Os atuais políticos e lideranças partidárias de Paulo Afonso-Ba fazem vergonha a história construída com suor e lágrimas, como um  político do perfil e magnitude do Senhor Abel Barbosa. Os atuais políticos, muitos empoeirados e rotos nos seus assentos; deveriam espelharem-se no exemplo dessa liderança e renomado político CHAMADO ABEL BARBOSA E SILVA, que tem nome de General, poderia ter sido General Abel Barbosa e Silva. Tudo que posso dizer nessa entrevista bem elaborada e respeitosa ao Sr. Abel Barbosa, ainda vivo, é que Paulo Afonso recente-se de homens públicos como o Senhor, tenha certeza. Sua estória é marcante e marcada pela seriedade, competência ,dignidade e honestidade. Parabéns, que Deus o abençoe e que te dê ainda muitos anos de vida. SHALOM ADONAI

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