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domingo, 12 de julho de 2015

ANILTON BASTOS, PREFEITO DE PAULO AFONSO CUSADO DE PERSEGUIR FUNCIONARIO DO IBAMETRO ATÉ DEMISSÃO


Técnico do Ibametro é demitido após provar irregularidades, e dispara: 'O prefeito Anilton pediu a minha cabeça!'

'Nilton, o prefeito de Paulo Afonso quer sua cabeça', disse o diretor do Ibametro, ao seu ex-técnico, demitido ontem
Redação
Ivone Lima (www.ozildoalves.com.br)

Nilton Oliveira, o 1º da direita para a esquerda, na Delmiro FMCrédito: www.ozildoalves.com.br


No dia 18 de maio de 2015, Nilton Oliveira, então técnico do Ibametro, compareceu à Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso, cumprindo o requerimento proposto pela oposição, a fim de esclarecer de uma vez por todas as dúvidas da população em relação às multas aplicadas pelos radares. Antes, o secretário de serviços públicos, Paulo Mergulhão, também compareceu à Câmara, negou a existência de irregularidades e apontou que a existência de dois laudos emitidos pelo Ibametro, uma reprovando e outro aprovando os aparelhos, por si só já demonstrava equívoco do próprio órgão.
Contudo, Nilton Oliveira foi taxativo. “Não há dois laudos, mas apenas um. Eu aferi o aparelho cinco vezes, quatro estavam erradas e uma certa, inclusive o próprio aparelho numa posição abaixo da prevista, estava na posição três quando deveria está na quatro. Avisei aos técnicos da empresa, o aparelho foi trocado e no outro dia emiti outro laudo atestando o radar”, disse à época. Ou seja, o primeiro laudo apontava diferença de mais de 9/km. Depois de trocado o técnico analisou o aparelho e viu que estava correto e emitiu o segundo, validando-o. Este aparelho está localizado ao lado da Caixa Econômica.
Milhares de multas foram aplicadas sob a suspeita do erro e um homem foi humilhado publicamente. Exonerado sumariamente do trabalho que fazia há três anos, dois meses depois de comparecer à Câmara. Nilton Oliveira procurou o programa “Radar 89”, da Radio Delmiro FM, e expôs uma situação absurda e lamentável a qual foi vítima.
Situação, caros leitores, que constrange até quem precisa escrevê-la. Não se pode pensar que em pleno século XXI, casos como estes ainda aconteçam neste país. Fica, no entanto, o espaço para que os nomes citados recorram. E como bem adverte Nilton Oliveira: se tiverem coragem de negar.
“Para mim é uma tristeza muito grande, eu sou um lutador, tenho uma história em Paulo Afonso, fui menino de rua, usuário de drogas, fui ajudado e hoje sou um homem digno, de respeito, um pai de família, venho procurando trabalhar com honestidade, para está no Ibametro abri mão de uma aposentadoria especial a qual tinha direito. Fui preparado, tenho certificado, tenho aqui em mãos minha produtividade e nunca aceitei suborno” desabafou.
A degola de Nilton Oliveira
Há oito dias, o diretor geral do Ibametro, Randerson Leal me ligou e disse que o prefeito ligou três vezes pedindo a minha demissão. O diretor inclusive mandou o relatório de volta porque não havia encontrado nada que justificasse a minha demissão. Porém, hoje de madrugada eu soube da minha exoneração. 

Veja o absurdo dos absurdos nas ilustrações abaixo:
Observe no Diário Oficial a justificativa do diretor Randerson Vieira para demitir Nilton Oliveira. Porém, o próprio Nilton, conforme texto acima, disse que Randerson havia ligado para ele alertando que prefeito Anilton teria pedido sua demissão.

Inaptidão à função? Além de vários cursos de qualificação ao longo dos três anos como técnico, Nilton foi destaque na Revista 'QualiMetro' pelos bons serviços prestados ao órgão.
A história de Nilton Oliveira com a política e o arrependimento
O prefeito de Paulo Afonso, o senhor Anilton Bastos sabe que me procurou quando foi candidato a prefeito, nós abraçamos a causa, trabalhei e hoje quero aproveitar este espaço e pedir desculpas à pessoa de Raimundo Caíres (ex-prefeito), me arrependo. Eu não era de segundo escalão ou terceiro, Anilton me ligava e eu lá estava seja de dia ou à noite. Passei muitas perseguições, sou filiado a um partido político (PSC), entrei no IBAMETRO através do presidente do partido, fui supervisor do IBAMETRO e quando meu partido saiu do governo, eu havia feito o REDA e passei.
O suborno nosso de cada dia
Nunca aceitei suborno, não aceitei, por exemplo, ficar na ASCOM – Assessoria de Comunicação - recebendo sem trabalhar. O chefe do gabinete sabe das distribuições feitas sem trabalho, recusei receber R$ 800 reais mensais, pagos em espécie, recebem deste dinheiro: radialistas, pessoas ligadas a vereadores etc,. Tenho provas.
As notificações até 21 de outubro de 2014
Todos os senhores que foram notificados até o dia 21 de outubro de 2014, estas multas estão irregulares, elas não foram legais, porque o radar estava operando de maneira irregular, o próprio técnico da empresa reconheceu a posição errada. Isto foi dito, a rádio local de Paulo Afonso tem a gravação, não sei por que não está no ar, diante de tanta coisa? Quando fui à Câmara estava como preposto do Ibametro, fui apresentar um relatório que já existia, o órgão aceitou. Falei diante dos funcionários da empresa que tinha absoluta certeza do meu relatório e que não mudaria nada, estava dentro dos procedimentos do órgão e eu estava preparado para isto, então não entendo porque três anos depois eu não estou apto?
O prefeito Anilton Bastos, o governador da Bahia e o método
Segundo o diretor Randerson Leal, minha demissão foi a pedido do governador Rui Costa. Ou seja, o prefeito apelou a tudo que pode.
A humilhação, a coerção e o inadmissível
Eu estava trabalhando. Fui reconhecido por pessoas do Imetro, veja aqui meus destaques, e agora se descobriu que não estou apto?
A orquestra do mal
Esta semana Ozildo Alves, o vereador líder do prefeito (Marconi Daniel) falou aqui no seu programa um trecho do que está na minha carta de demissão. Segundo o Diário Oficial eu não tenho capacidade. Igualzinho ele disse. Porém, quem sofreu multas nesse período e quiser recorrer, conte comigo. O prefeito dessa vez não vai se safar. Ele pediu meu emprego. Está aí! Tome conta! Procure nomear alguém que faça o relatório que o senhor desejar! Quero ver o senhor negar prefeito!
O recurso, o constrangimento e a justiça
Eu tenho um contrato quebrado e vou recorrer. Estão dizendo no Ibametro que eu sou resíduo do PSC, que baixaria! Que vergonha! Que falta de profissionalismo! Cabe agora a justiça reconhecer. Estou aqui com toda documentação.
O assédio moral do dono da CGT – empresa responsável pelos radares
Isso acontece, sabe, as falhas nos aparelhos. Nós podemos encerrar o procedimento na primeira aferição, bloquear até o reparo, nós fizemos cinco vezes e uma foi aprovada. O próprio dono da CGT – empresa responsável pelos radares - me perguntou o que eu poderia fazer naquele dia?, e eu respondi que faria meu trabalho. Apesar de não ter citado valores, ele insistiu muito para que eu não fizesse meu trabalho.
Além do âncora Ozildo Alves, participaram do programa desta quinta-feira (09), o jornalista Júnior Padão, o professor Epidauro Pamplona, e os entrevistados vereador Antônio Alexandre e o ex-técnico do Ibametro Nilton Oliveira

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